MDLEE CORRETORA DE SEGUROS
Casa residencial com telhado exposto ao vento em dia nublado
Entendendo seguros 5 min de leitura

Qual o melhor seguro residencial? Depende do seu imóvel

Não existe ranking universal: mostramos como comparar coberturas, franquia e capital segurado pra achar o seguro residencial certo pra sua casa.

por Marcelo Dick Lee /

Uma casa de alvenaria em bairro sem histórico de alagamento e um apartamento térreo perto de um córrego em Porto Alegre não precisam da mesma apólice. Por isso, a resposta pra “qual o melhor seguro residencial” nunca é um nome de seguradora: é a combinação de coberturas que casa com o risco real do seu imóvel, com o valor de reconstrução dele e com o que está dentro dele. Quem vende seguro como produto padrão, de prateleira, geralmente empurra pacote fechado que sobra em um ponto e falta em outro.

Dá pra comparar isso de forma objetiva. Não é intuição, é método: você olha capital segurado, coberturas básicas, coberturas adicionais e franquia, nessa ordem, e só depois olha preço.

Por que “qual o melhor seguro residencial” não tem resposta única

Duas casas de R$ 600 mil podem exigir apólices completamente diferentes. Uma fica num condomínio fechado com portaria 24h e nunca teve problema elétrico. A outra é uma casa antiga, rede elétrica de 1998, telhado exposto a vento forte em época de frente fria no Sul.

A seguradora não erra o preço à toa: ela calcula risco. Seu trabalho como comprador é garantir que as coberturas incluídas realmente correspondem ao que pode acontecer com o seu imóvel, não com uma casa genérica de um manual de vendas.

Isso vale tanto pra quem mora na casa quanto pra quem aluga. Inquilino também tem interesse direto: móveis, eletrônicos e responsabilidade por danos a terceiros dentro do imóvel são dele, mesmo que o prédio seja de outra pessoa.

As coberturas básicas que todo seguro residencial sério cobre

Existe um piso mínimo que qualquer apólice decente inclui. Se faltar algum destes itens, desconfie do produto, não do preço:

Incêndio. É a cobertura mais antiga do mercado e nenhuma seguradora séria vende seguro residencial sem ela. Cobre estrutura, reformas e, em geral, também os móveis, conforme o capital contratado.

Danos elétricos. Curto-circuito que queima geladeira, TV, roteador ou até a fiação da casa. Em imóveis mais antigos, com instalação elétrica velha, essa cobertura sozinha já paga o seguro em qualquer sinistro que apareça.

Vendaval. No Rio Grande do Sul isso não é hipótese remota: telhado arrancado, árvore caída sobre o carro, cerca derrubada depois de uma frente fria forte são chamados recorrentes em cidades como Canoas, Novo Hamburgo e a própria Porto Alegre. Verifique o limite de indenização dessa cobertura separadamente, porque muitas apólices trazem um sublimite bem menor que o capital total.

Responsabilidade civil familiar. Cobre quando alguém da sua casa (inclusive filho menor ou empregada doméstica) causa dano a terceiro. Se a torneira do seu banheiro vazar e molhar o apartamento de baixo, ou se seu cachorro morder um vizinho no corredor, é essa cobertura que entra em ação. Falamos em detalhe sobre esse ponto em o que é RC familiar no seguro residencial, vale a leitura antes de fechar contrato.

Coberturas adicionais: aqui está a diferença real

É nesse ponto que “o melhor seguro residencial” muda de imóvel pra imóvel. Roubo de bens dentro de casa, quebra de vidros, danos por queda de raio direto, assistência 24h pra chaveiro e encanador, equipamentos eletrônicos como notebook e videogame: cada uma dessas coberturas tem preço e sentido diferente conforme seu perfil.

Mora em apartamento com portaria e câmeras? Roubo talvez tenha peso menor na sua decisão. Mora em casa de rua sem monitoramento? Essa cobertura pesa mais.

Tem home office com dois monitores de R$ 3 mil e um notebook de trabalho de R$ 8 mil? Confira se o limite de “equipamentos eletrônicos” cobre esse valor ou se você vai receber uma fração dele num sinistro.

Capital segurado: o número que muita gente erra

Capital segurado é o valor máximo que a seguradora paga em caso de perda total. Ele precisa refletir o custo de reconstrução do imóvel (não o valor de mercado, que inclui terreno) mais o valor dos bens dentro dele.

Uma casa de R$ 700 mil de valor de mercado pode ter custo de reconstrução de R$ 450 mil, já que o terreno em Porto Alegre, dependendo do bairro, responde por boa parte do preço total. Contratar capital segurado de R$ 700 mil nesse caso é pagar por cobertura que você nunca vai usar. Contratar por menos que R$ 450 mil é ficar descoberto justamente na hora que mais precisa.

Franquia: compare valor, não só existência

Quase toda cobertura de danos elétricos e vidros tem franquia, o valor que fica por sua conta antes da seguradora cobrir o resto. Duas apólices parecidas podem ter franquias de R$ 300 e R$ 1.200 pra mesma cobertura. Isso muda completamente o custo-benefício em sinistros pequenos e frequentes, tipo uma geladeira queimada. Peça a tabela de franquia por cobertura antes de comparar preço final entre propostas.

Como montar sua comparação, na prática

Pegue duas ou três propostas e coloque lado a lado: capital segurado, cobertura de incêndio, danos elétricos, vendaval, RC familiar, franquia por item e coberturas adicionais que você realmente usaria. Ignore o preço até essa planilha estar pronta. Só depois de igualar as coberturas relevantes pro seu imóvel é que comparar valor mensal faz sentido.

Esse exercício evita o erro mais comum: comparar apólice barata sem RC familiar com apólice mais cara que já inclui tudo, e concluir errado que a primeira é “melhor”.

Se você já sabe o que precisa proteger na sua casa ou apartamento, dá pra montar essa comparação com ajuda de quem olha pro seu caso específico, não pro produto genérico. Conheça as coberturas do seguro residencial da MDLEE e faça sua cotação de seguro residencial informando o perfil real do seu imóvel.

Marcelo Dick Lee / / Foto: Plastic Lines / Unsplash
← Todas as novidades
Sou empresa Sou pessoa física