MDLEE CORRETORA DE SEGUROS
Família reunida na sala de estar com expressão tranquila e segura
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Brasileiro e seguros: o que os dados revelam sobre você

Pesquisa inédita da CNseg mostra quem contrata seguros no Brasil — e por que a maioria das famílias ainda está desprotegida. Veja o que isso significa pra você.

por Marcelo Dick Lee /

Um levantamento inédito da CNseg — a confederação que reúne as seguradoras do país — jogou luz sobre algo que o mercado sabia pela metade: a maioria das famílias brasileiras ainda não tem nenhum tipo de proteção via seguro. Não é falta de oferta. Não é falta de produto. O retrato é mais complexo — e mais próximo do seu dia a dia do que parece.

Aqui não vamos reproduzir os números brutos da pesquisa. Vamos usar o que ela revela pra responder uma pergunta mais útil: o que esses dados dizem sobre a sua situação e o que você pode fazer a respeito?


Quem é o consumidor de seguros no Brasil, segundo a CNseg

O levantamento mostra que o consumidor típico de seguros no Brasil é do sexo masculino, tem entre 35 e 55 anos, renda acima de R$ 5.000 mensais e mora nas regiões Sul e Sudeste. Ou seja: se você lê este artigo, existe uma boa chance de estar exatamente nesse grupo.

O problema é o que essa fotografia deixa de fora.

A pesquisa aponta que a maioria das famílias brasileiras — inclusive de classe média — ainda não tem cobertura básica: não tem seguro de vida, não tem seguro residencial ativo, e muitas vezes o seguro auto é o único produto contratado. E mesmo esse, frequentemente, é o mais básico possível.

Isso cria um paradoxo: pessoas que têm renda suficiente pra contratar proteção, mas que seguem expostas a riscos que poderiam comprometer anos de patrimônio construído.


O seguro auto como porta de entrada — e armadilha

O carro é o produto mais contratado entre os brasileiros. Faz sentido: há obrigação legal (o DPVAT, ainda que suspenso) e a financiadora exige seguro quando o carro é financiado. Mas parar no auto é um erro comum.

Pense assim: você tem um carro de R$ 80.000 segurado. Mas sua casa própria de R$ 600.000, seu conteúdo, sua renda familiar — nada disso está coberto. Se uma chuva forte afundar o porão ou uma infiltração do andar de cima destruir o piso que você acabou de reformar, o prejuízo sai do seu bolso.

O seguro auto é importante, mas ele é a porta de entrada, não o destino. Confira as opções em /pessoa-fisica e, se precisar de cotação, acesse /cotar/auto.


O ponto cego: família sem seguro de vida

Esse é o dado que mais chama atenção no levantamento da CNseg: a penetração do seguro de vida entre famílias de classe média ainda é surpreendentemente baixa.

Pra colocar em perspectiva: imagine um casal em Porto Alegre, dois filhos, renda doméstica de R$ 15.000 por mês. O principal provedor morre ou fica incapacitado. Sem seguro de vida, essa família tem, na melhor das hipóteses, uma reserva de emergência pra seis meses. Depois disso, a conta não fecha.

Um seguro de vida com capital segurado de R$ 500.000 — suficiente pra cobrir dívidas, manter o padrão de vida por alguns anos e dar fôlego pra reorganizar — custa, dependendo do perfil, entre R$ 80 e R$ 200 por mês. Menos que a assinatura de muitos serviços de streaming combinados.

Se você quer entender como calcular o valor ideal de cobertura, leia nosso artigo Seguro de vida: como calcular o capital segurado. E se quiser cotar agora, acesse /cotar/vida.


Residencial: o seguro que todo mundo acha que não precisa

A pesquisa da CNseg confirma o que os corretores veem no dia a dia: o seguro residencial é o produto com menor penetração entre famílias de classe média com imóvel próprio. A maioria das pessoas assume que “não vai acontecer nada” — até acontecer.

Em 2024, só no Rio Grande do Sul, as enchentes de maio causaram perdas em imóveis residenciais que chegaram a décadas de economia para muitas famílias. Quem tinha seguro residencial com cobertura de alagamento recebeu indenização. Quem não tinha, arcou com tudo.

Mas não precisa ser catástrofe. Um incêndio em apartamento vizinho, um raio que queima os eletrodomésticos, uma cano que arrebenta no final de semana e alaga dois cômodos — são eventos comuns, com custo médio de R$ 10.000 a R$ 60.000, que um seguro residencial resolve com carência mínima.

Veja as coberturas que fazem diferença no nosso artigo Seguro residencial: coberturas que ninguém explica e simule em /cotar/residencial.


Por que as famílias não contratam? A pesquisa aponta três razões

O levantamento da CNseg identificou os principais motivos pelos quais consumidores elegíveis não contratam seguros. Nenhum deles surpreende quem trabalha no setor — mas todos têm solução:

1. “Seguro é caro”

Na percepção de boa parte dos entrevistados, o seguro custa mais do que vale. Isso é um problema de comparação errada: as pessoas comparam o prêmio mensal com o “nada que aconteceu esse ano”, em vez de comparar com o custo do evento que pode acontecer.

Um seguro residencial básico para um apartamento de R$ 400.000 em Caxias do Sul pode custar menos de R$ 60 por mês. Um seguro de vida pra um casal saudável na faixa dos 40 anos sai por menos de R$ 250 mensais com coberturas relevantes.

2. “É complicado de contratar e de acionar”

Aqui a percepção tem algum fundo de verdade — quando o processo é feito sem orientação. Com um corretor de confiança, a contratação leva minutos e o acionamento, quando necessário, tem suporte especializado do início ao fim.

3. “Não sei o que preciso”

Essa é a mais honesta das três. Sem diagnóstico, é difícil decidir. A boa notícia é que esse mapeamento pode ser feito em uma conversa de 20 minutos com um especialista — sem custo e sem compromisso.


O que os dados dizem pra você, na prática

Se você se encaixa no perfil do consumidor típico identificado pela CNseg — renda estável, patrimônio acumulado, família pra proteger — e ainda não tem um portfólio de seguros estruturado, este é o momento de revisar.

Não porque o cenário vai piorar. Mas porque o custo de esperar é sempre maior do que o custo de se proteger antes.

Um diagnóstico básico começa com três perguntas:

  • Minha família consegue manter o padrão de vida se eu faltar? → Seguro de vida
  • Meu imóvel está coberto contra danos físicos e responsabilidade civil? → Seguro residencial
  • Meu carro tem a cobertura adequada ao valor real que representa pra mim? → Seguro auto

Se a resposta pra qualquer uma delas for “não” ou “não sei”, acesse /pessoa-fisica e entenda as opções disponíveis. Você também pode cotar diretamente em /cotar/vida, /cotar/residencial ou /cotar/auto.


Para empresas: o dado que não aparece na pesquisa

O levantamento da CNseg focou no consumidor pessoa física — mas o padrão se repete no mundo corporativo. Boa parte das pequenas e médias empresas brasileiras opera sem seguro empresarial ativo, sem proteção de responsabilidade civil e sem benefícios de vida pra seus colaboradores.

Se você é gestor ou sócio de uma empresa, o raciocínio é o mesmo: o custo de um sinistro sem cobertura não é só financeiro. É operacional, é de reputação, é de continuidade do negócio.

Conheça as soluções para empresas em /empresas ou acesse diretamente /cotar/empresarial.


O retrato que a CNseg traçou não é pessimista — é realista. E realismo, nesse caso, é o primeiro passo pra tomar uma decisão que faz diferença de verdade.

Marcelo Dick Lee / / Foto: Gustavo Alves / Unsplash
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