MDLEE CORRETORA DE SEGUROS
Pai e filho sorrindo enquanto colocam moedas em um cofre de porquinho
Entendendo seguros 7 min de leitura

Previdência para filhos: como começar e quanto vale

Crescimento de 44% em 5 anos mostra que pais estão agindo cedo. Veja como funciona a previdência para menores, quanto custa e o que considerar.

por Marcelo Dick Lee /

Quarenta e quatro por cento. Esse foi o crescimento dos planos de previdência abertos em nome de menores de idade nos últimos cinco anos, segundo levantamento da Icatu Seguros. Não é tendência passageira — é um sinal claro de que pais e avós brasileiros entenderam algo fundamental: o tempo é o maior aliado de qualquer investimento de longo prazo.

Se você tem filhos ou netos e ainda não parou pra pensar nisso, este artigo é pra você.


Por que tanta gente está abrindo previdência para crianças?

A lógica é simples: quanto mais cedo o dinheiro começa a render, menos você precisa colocar todo mês pra chegar no mesmo resultado.

Um exemplo concreto: se você aplica R$ 200 por mês em um VGBL para um filho recém-nascido, com rentabilidade média de 8% ao ano, ao completar 18 anos ele terá acumulado algo em torno de R$ 90 mil. Comece quando ele tiver 10 anos com o mesmo valor e o montante cai para pouco mais de R$ 27 mil.

Essa diferença de quase R$ 63 mil vem apenas do tempo — não de aporte maior nem de sorte no mercado.


VGBL ou PGBL: qual contratar pra um menor?

Essa é a dúvida mais comum. A resposta curta: para a maioria dos casos, o VGBL é a escolha certa para crianças.

O PGBL tem uma vantagem fiscal interessante — permite deduzir até 12% da renda tributável no Imposto de Renda. O problema: crianças e adolescentes geralmente não têm renda tributável própria. Logo, a dedução não se aplica e o PGBL perde sua principal vantagem.

Já o VGBL é mais indicado para quem faz declaração simplificada ou não tem renda tributável — exatamente o caso de um menor. O imposto incide apenas sobre os rendimentos no momento do resgate, não sobre o total acumulado.

Resumo prático:

  • VGBL → para crianças e adolescentes sem renda própria ✔
  • PGBL → para adultos que fazem declaração completa do IR e têm renda tributável significativa

Quem pode contratar e como funciona na prática?

O contrato é feito pelos pais ou responsáveis legais em nome do menor. A criança é a beneficiária do plano — o dinheiro é dela desde o início, ainda que os depósitos sejam feitos pelos pais.

Documentação básica exigida pela maioria das seguradoras:

  • RG/CPF da criança (sim, vale tirar o CPF do bebê logo após o nascimento)
  • Documento dos pais ou responsáveis
  • Certidão de nascimento

Alguns planos aceitam aporte inicial a partir de R$ 50 a R$ 100 e contribuições mensais de valores parecidos. Outros exigem um aporte mínimo maior na abertura, entre R$ 500 e R$ 1.000, com aportes mensais mais flexíveis depois.


O que acontece quando o filho completar 18 anos?

Aí mora um ponto que pouca gente discute antes de contratar: o menor assume a titularidade do plano automaticamente ao atingir a maioridade.

Isso significa que, legalmente, ele pode resgatar o dinheiro todo. Por isso, a conversa sobre educação financeira precisa caminhar junto com o plano de previdência — o produto faz a parte financeira, mas a família faz a parte da consciência.

Outra opção: manter o plano até a aposentadoria. Quem começa a acumular aos 0 anos e só resgata aos 65 tem décadas de rendimento composto trabalhando a seu favor.


Tabela regressiva ou progressiva?

Na hora de contratar, você escolhe como o Imposto de Renda vai incidir sobre o resgate:

  • Tabela progressiva: alíquota vai de 0% a 27,5% dependendo do valor resgatado — segue a mesma lógica do IR da pessoa física
  • Tabela regressiva: começa em 35% e cai até 10% conforme o tempo de aplicação (chega a 10% depois de 10 anos)

Para planos de filhos, que naturalmente são de prazo longo, a tabela regressiva costuma ser mais vantajosa. Dez anos de aplicação já garante a alíquota mínima de 10% — e se o plano ficar guardado dos primeiros anos de vida até a idade adulta, a tributação será bem menor.

Mas atenção: uma vez escolhida a tabela progressiva, é possível migrar para a regressiva. O caminho inverso não é permitido. Peça orientação antes de assinar.


E se eu quiser cobrir mais do que só o futuro financeiro?

Aqui entra um ponto que vai além da previdência tradicional: muitos planos permitem incluir coberturas de seguro de vida vinculadas ao contrato — em geral, protegendo o pagador das contribuições (o pai ou a mãe), não a criança.

Funciona assim: se o responsável falecer ou ficar inválido, a seguradora assume os aportes mensais até o fim do período contratado. O filho recebe o benefício sem interrupção, mesmo que a família perca a renda.

Essa cobertura tem um custo adicional, mas pode ser a diferença entre o plano chegar ao final ou ser resgatado no meio do caminho por necessidade financeira.

Se você quer entender melhor como o seguro de vida se encaixa no planejamento familiar, temos um artigo sobre como calcular o capital segurado de um seguro de vida que vale a leitura.


Quanto aportar por mês?

Não existe resposta única. Depende do seu objetivo: pagar faculdade, dar entrada num apartamento, complementar aposentadoria do filho.

Algumas referências pra começar a pensar:

ObjetivoPrazoAporte mensal estimado*
R$ 50 mil pra faculdade18 anos~R$ 110/mês
R$ 100 mil pra apartamento18 anos~R$ 220/mês
R$ 300 mil pra aposentadoria30 anos~R$ 170/mês

*Estimativas com rentabilidade real de 6% ao ano. Valores aproximados pra fins ilustrativos.

O mais importante é começar — mesmo com pouco. Ajustar o aporte ao longo do tempo é simples; recuperar anos perdidos de rendimento composto, não.


Onde contratar e o que comparar

O mercado oferece planos de previdência para menores em diversas seguradoras — Icatu, Brasilprev, Zurich, Caixa, entre outras. As diferenças que realmente importam na hora de escolher:

  • Taxa de administração: a mais comum fica entre 0,7% e 2% ao ano. Prefira abaixo de 1% para planos de longo prazo
  • Taxa de carregamento: cobrada sobre cada aporte. Muitos planos modernos já zeraram essa taxa — evite as que ainda cobram
  • Política de resgate: há planos com carência mínima de 60 dias antes de qualquer resgate. Conheça as regras antes de assinar
  • Fundos disponíveis: planos mais flexíveis permitem migrar entre perfis de risco (conservador, moderado, arrojado) sem incidência de IR

Quer comparar opções com um especialista? A MDLEE pode te ajudar a encontrar o plano mais adequado para o perfil da sua família. Fale com a gente e receba uma análise sem compromisso.


O crescimento de 44% não é coincidência

Quando quase metade a mais das famílias brasileiras passa a investir em previdência para menores em apenas cinco anos, isso diz algo sobre como a percepção de planejamento financeiro está mudando no país.

Previdência para filhos não é produto de rico. É uma das ferramentas mais eficientes de transferência de patrimônio que existe — acessível a partir de R$ 100 por mês e com benefícios fiscais reais no longo prazo.

Se você ainda não iniciou, o melhor dia para começar foi ontem. O segundo melhor dia é hoje.

Veja as opções de planos de vida e previdência na MDLEE e dê o primeiro passo agora.

Marcelo Dick Lee / / Foto: Andre Taissin / Unsplash
← Todas as novidades
Sou empresa Sou pessoa física